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Carlos Heitor Cony participa da Bienal Brasil do Livro e da Leitura

por Deusdedith Alves Rocha Junior



Brasília viveu, na semana que antecedeu o seu 52º aniversário (14 a 22 de abril), a 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, realizada na Esplanada dos Ministérios, que atraiu milhares de pessoas, com uma programação diversificada, que atraía a criança, a família, pensadores acadêmicos e pessoas ligadas à cultura, e que trazia artistas, grupos musicais, cantores, contadores de histórias, grupos teatrais e debatedores sobre as mais diversas temáticas.

O Espaço Café Literário, que recebeu intelectuais de diversas áreas, empreendeu um debate que reuniu jornalistas, cronistas e poetas que viveram a ditadura militar, como Carlos Heitor Cony e Thiago Mello, mediados pela jornalista Tereza Cruvinel. A trajetória de Cony como romancista e colunista durante o período da ditadura militar, ele relatou, resultou em seis prisões, desde que, motivado pelo Ato Institucional nº 1 (que foi baixado pela junta militar em 9 de abril de 1964, cassando e suspendendo direitos políticos de quem se opunha à implantação da ditadura), ele passou a escrever notícias que denunciavam as prisões de seus companheiros de profissão.

Autor de romances premiados e membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony procurou trazer o clima tenso de 1964, fazendo a leitura do artigo que publicou em 11 de abril daquele ano, e que resultou na sua prisão. Sem filiação partidária, mas atuando como intelectual em oposição ao regime ditatorial, Cony ressalta a sua atuação: “Fiz a minha luta particular. Sou um homem livre, apesar de ter sido preso seis vezes. Hoje, estou numa cadeira de rodas e continuo sendo um homem livre”.

Thiago de Melo lembrou da sua renúncia do cargo ocupava no Itamaraty (e que se encontrava no Chile naquele momento) e a iniciativa de Cony, o primeiro a se manifestar diante dos abusos autoritários dos que haviam se apossado do poder do Estado.

Por fim, Tereza Cruvinel, a mediadora, lamentou que a ditadura tenha conseguido abalar todas as formas de pensamento livre no Brasil daquele período. A Bienal Brasil tem início em um momento crucial da nossa relação com esse passado, afinal estamos em vias de ter instalada a Comissão da Verdade, para investigar os crimes cometidos pela ditadura. Neste momento, discutir esse tema implica em aprofundar sobre os modos como queremos reconhecer o passado recente da nossa história.

Fonte:
Portugal Digital - http://www.portugaldigital.com.br
Bienal Brasil do do Livro - http://www.bienalbrasildolivro.com.br



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